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Leia a CopyLetter #081 ouvindo:
Led Zeppelin - “Kashmir”

Você pode ser o melhor escritor do mundo… mas, com uma ideia ruim, você ainda perde.

E o contrário é igualmente verdadeiro: você pode escrever torto, mal, na correria… mas se a IDEIA for genial, fica quase impossível estragar.

Os caras da Agora Financial — a casa que escreveu as maiores cartas de venda da história do mercado — têm um nome pra isso: uma ideia "unfuckupable". “Impossível de foder”

(Desculpa o francês… mas foi assim que eles batizaram, e eu não vou suavizar.)

Hoje eu te entrego, rápido e direto, o miolo de um treinamento interno deles sobre como encontrar essa ideia: A Big Idea.

Porque é ela quem decide tudo antes mesmo de escrever a headline, a lead, enfim… a primeira palavra da campanha.

Primeiro: pare de escrever cedo demais

Tem uma frase atribuída ao Lincoln que abre o jogo:

"Me dê seis horas pra derrubar uma árvore… e eu gasto as quatro primeiras afiando o machado."

Abraham Lincoln

A maioria dos copywriters se senta e começa a escrever no dia 1.

Erro crasso.

O Ryan, copywriter da Agora que vendeu US$ 30 milhões com UMA promoção, disse que se tivesse 8 semanas pra escrever, passaria as 6 primeiras só caçando a ideia… sem botar uma palavra no papel.

Porque escrever é a parte rápida.

Mas encontrar a Big Idea é a parte difícil — e é ela que paga as contas!

Afia o machado primeiro, my friend.

O que é uma Big Idea?

A definição que eles usam:

Uma ideia instantaneamente compreendida como importante, empolgante e benéfica… que leva a uma conclusão inevitável: comprar o seu produto.

Destrinchando esse conceito para você.

Uma Big Idea é:

• Única:

A "regra do um": não é mistura de cinco ideias medianas, é UMA grande.

• Nova:

Inesperada, diferente de tudo que o cara já viu (lembra do "porteiro do cérebro" lá da edição #080? É isso).

• Específica e concreta:

Nada de abstrato ou confuso… tem que dar pra pegar com a mão.

• Chocante:

Tira o leitor da inércia, faz a sobrancelha subir ao ler cada linha.

• Simples:

E o principal, a ideia precisa ser fácil de entender de primeira. Simplicidade gera credibilidade (cuidado com a maldição do conhecimento: você sabe demais e acaba complicando a vida para o potencial cliente ao escrever de forma técnica).

E qual é o sinal de que você encontrou a Big Idea?

Não é uma fórmula pronta. Mas quando você a compartilha com outras pessoas, essa ideia brilha… Você sente no estômago.

Quando você conta pra um amigo e vê a pupila dele dilatar… você sabe que está no caminho certo.

A sacada que muda o jogo: a interseção

Aqui mora o ouro.

Uma Big Idea NÃO precisa ser grande no mundo… precisa ser grande na VIDA do leitor.

Pense em três círculos se cruzando:

  1. Uma notícia ou tendência grande (IA, colapso do dólar, etc…)

  2. Um desejo ou medo profundo do seu leitor

  3. O que você vende

A Big Idea mora bem no meio dos três.

As pessoas não querem informação. Querem MÁGICA.

De um lado tem a "realidade fria e dura"… ninguém compra isso, o cara já tem realidade dura demais na própria vida.

Do outro lado tem a mágica. Todo mundo quer uma solução mágica — de um app de dieta a um sistema de investimento.

Mas o problema é que mágica de verdade não existe.

Então o truque do copy é esse: entregar algo que PARECE mágica… mas é real.

Prova + mecanismo único + promessa grande e crível = mágica com lastro.

Em vez de vender a “eletricidade” e tentar explicar como ela funciona, o melhor caminho é vender o “interruptor". Ou seja, com um clique a “mágica” acontece.

(Foi assim que "estratégia de opções com moedas" — chata e assustadora — virou "o IMPACT System: a única forma de lucrar 1200% com guerras cambiais, usando os mesmos segredos que a CIA usou pra prever ataques terroristas". Mesma coisa por baixo. Outra dimensão por cima.)

Lembre-se: isso rodou nos EUA há uns anos. Ou seja, isso conversava com o público-alvo deles.

Como você pode usar isso HOJE

Antes da sua próxima copy, responde 3 perguntas:

1 - Qual a notícia ou tendência grande que tá no ar agora?

2 - Qual o desejo ou medo do meu leitor que ela toca?

3 - Como o meu produto entra como a ponte entre os dois?

Achou a interseção que brilha? Machado afiado. Agora sim, escreva.

Não achou? Não escreva ainda.

Gere mais ideias — uma por dia — e joga fora as mornas sem dó.

Não se case com uma ideia ruim só porque já começou a escrever. Essa é a armadilha em que muitos copywriters caem ao pensar "já investi muito tempo nisso".

That's it.

Até amanhã.

Peace ✌️

– Lucão

💡Por dentro da caverna

📖 O que estou lendo: Obviously Awesome - April Dunford

🎧 O que estou ouvindo: Dead Fish - Tudo (Ao Vivo)

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✍️ Escrita por mim, Lucão
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