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Leia a CopyLetter #101 ouvindo:
Johnny Cash — "Solitary Man"

Nada cria desejo como a escassez

Neil Blumenthal

Tem um homem que passou TRINTA E SETE anos morando no topo de uma coluna de pedra de catorze metros de altura — sem descer, até morrer lá em cima…

E antes que você pergunte: sim, é real, aconteceu mesmo (por mais maluquice que soe).

Quem me apresentou essa história foi o Glenn Fisher, num email que o John Forde mandou — e ela guarda uma das lições de persuasão mais estranhas que eu conheço.

Lá no ano 390 e poucos, havia um sujeito chamado Simeão, que morava no que hoje é a Turquia.

Fã de Jesus desde os treze (tinha os “pôsteres” e tudo), aos dezesseis entrou num mosteiro… e foi EXPULSO por ser austero demais.

Sim… Você leu certo. Foi expulso de um mosteiro por rezar demais. O cara era intenso.

Qual foi a reação natural dele?

Se trancar sozinho num casebre por um ano e meio, jejuando a quaresma inteira. Quando saiu, só pra esticar as pernas, o povo já gritou "milagre!"

E foi aí que começou o problema do Simeão…

Ele só queria sossego: rezar, meditar, ficar longe do "Instagram" da época.

Mas o povo queria o oposto… cercar o homem-milagre, tocar a barra da túnica, pegar um pouco daquele brilho.

Então, ele fugiu para morar numa fresta numa montanha (não era o lugar mais confortável do mundo, mas a vista era surreal).

Não adiantou… Pois, a multidão encontrou ele lá também.

Então, o Simeão teve a ideia: pra DIMINUIR a procura, ele ia diminuir a oferta.

Ele decidiu subir numa coluna…

Primeiro, uma de três metros — dava pra sentar; os meninos traziam comida, mas ninguém o alcançava facilmente. Só que ainda davam um jeito de subir e falar com ele.

Então ele foi subindo…

Coluna mais alta > mais alta ainda > até parar numa de catorze metros, onde hoje é a Síria.

Agora sim: inalcançável.

Funcionou?

Funcionou tão bem que virou o OPOSTO do que ele queria.

A fama do “homem do pilar” correu pelo império inteiro.

Imperadores passaram a pedir conselho — Teodósio II, a imperatriz, Leão I… cartas subiam e desciam daquele poste o tempo todo.

No alto da coluna, o Simeão nunca foi tão desejado, tão requisitado, tão celebrado.

Quanto mais inacessível ele ficava, mais o mundo o queria.

(Deu tão certo que teve muita gente imitando o Simeão… indo morar em pilares desertos afora, virou até um "movimento".)

O Simeão entrou pra história como "o Estilita, o Velho", só pra diferenciar dos outros doidos de poste que vieram depois.

E é aqui que mora a lição, my friend:

As pessoas querem o que elas NÃO podem ter.

Quando uma coisa parece rara, difícil de alcançar, o valor que a gente enxerga nela sobe e a pressa de conseguir também.

Repara na vitrine da Tiffany, da Louis Vuitton: um único colar, uma única bolsa, sozinha no centro, iluminada, no seu próprio pedestal…

O fato de parecer isolada faz o cérebro sussurrar: “Isso deve valer muito” e faz o público-alvo querer ainda mais os produtos.

É o mesmo gatilho da "liquidação de fim de loja":

Mesmo sabendo que amanhã você acha igualzinho (talvez mais barato na Amazon), você surta e compra correndo.

Por quê?

Porque te disseram que não vai estar disponível na loja a esse preço.

Agora presta atenção, porque é aqui que quase todo mundo aprende a lição ERRADA…

Você me conhece, sabe que eu tenho ranço de escassez fake…

  • Aquele contador regressivo que zera e reinicia sozinho…

  • As "últimas 3 vagas" que são “últimas” há seis meses…

  • O "só até meia-noite" que volta na segunda de manhã…

Isso não é escassez… é uma mentira fantasiada de urgência.

E o leitor sente o cheiro dessa palhaçada a um quilômetro de distância.

O que transformou o Simeão em desejo não foi um truque… Foi a VERDADE.

O homem morou trinta e sete anos num pilar. Ele não FINGIU ser inalcançável — ele ERA. A escassez dele custou a vida inteira dele.

E essa é a diferença:

Escassez que vende é escassez que é verdade.

E olha como isso bate em cheio no nosso momento…

Hoje a IA cospe texto genérico por quilo…

O mercado virou um buffet livre de mais do mesmo: tudo com a mesma cara, tudo disponível, tudo de graça, tudo agora.

Nesse oceano, o que é abundante ficou barato.

E o que é RARO ficou impagável.

E ser raro hoje não é subir num poste (pelo amor de Jah, não faça isso) — é ter uma voz que ninguém consegue copiar. É conseguir transmitir a sua verdade.

Agora, falando de campanhas promocionais…

Tem uma armadilha em que quase todo copywriter e dono de newsletter cai:

Na hora de vender, o primeiro instinto é gritar:

"EI, TÔ AQUI! é fácil, é barato, é pra todo mundo, entra logo!".

É exatamente a barraquinha que o Simeão teria montado na praça SE quisesse que o povo perdesse o interesse por ele.

Quando tudo é fácil, disponível e igual, o desejo evapora.

Não estou te mandando se esconder (de novo: não suba em poste nenhum) — estou te dizendo pra parar de se vender como commodity.

Tenha um ponto de vista. Diga "não" a uma parte do mercado.

Seja específico a ponto de não caber na prateleira genérica.

Então, fica aqui o meu recado deste sábado:

Não invente escassez.

CONSTRUA raridade.

That's it.

E já que o assunto é escassez honesta, deixa eu seguir a própria lição:

Segunda que vem (06/07, 19h)

Eu e o HC vamos abrir, de graça e ao vivo, os bastidores de como a gente recebe em dólar pra publicar newsletter sem aparecer.

E essa escassez aqui é verdadeira: a aula será ao vivo, sem replay. E além disso, o Zoom tem um limite de 100 pessoas.

» Então, clique aqui e entre no grupo secreto para receber o link da aula.

Bom fim de semana.

Te vejo segunda!

Peace ✌️

– Lucão

P.S.: Ninguém paga pelo que sobra. A gente paga pelo que é raro. E agora, na era da máquina que copia tudo, o mais raro que existe é alguém ser genuinamente ele mesmo.

💡Por dentro da caverna

📺 O que estou assistindo: COPA DO MUNDO! Começou essa belezura chamada COPA DO MUNDO!

🎓 Aula gratuita sobre Newsletter: R$10.000/mês sendo pago pra publicar (sem aparecer)

Existem 5 formas de ganhar dinheiro com uma newsletter — cada uma com seu nível de dificuldade.

E a mais fácil de todas (por mais estranho que soe) é justamente a que a gente já usa pra tirar +10k por mês por aqui.

Então, resolvemos abrir os bastidores: numa aula ao vivo e de graça, pra quem está no jogo e quer fazer renda em dólar com newsletter.

Segunda, 06/07, às 19h — ao vivo

Eu e o Henrique Carvalho vamos te mostrar uma operação real, rodando hoje:

📬 +30 newsletters no ar, todas faceless (sem aparecer)
✍️ +1.000 edições já enviadas
💵 Todas pagas em dólar, por clique, pelo Ad Network da beehiiv

Sem produto pra vender… sem gravar vídeo… sem mostrar o rosto… e sem precisar de audiência pra começar.

O que você vai levar dessa aula:

  • Os nichos que mais faturam no Ad Network

  • Como rodar uma newsletter faceless do zero (sem aparecer)

  • Como ativar e destravar o Ad Network da beehiiv

  • O caminho real até os R$10 mil/mês

Atenção: Será uma aula ao vivo e não vai ter replay.

O que vamos mostrar na aula… vai ficar na aula (O que acontece em Vegas fica em Vegas).

Sua vaga é gratuita. Tá logo aqui no botão abaixo:

P.S.: O Zoom tem limite de 100 participantes. Garanta, o quanto antes, a sua vaga no grupo secreto.

📩 Sobre a CopyLetter

✍️ Escrita por mim, Lucão
🤯 Bastidores reais de um copywriter que escreveu campanhas que ultrapassaram a marca de R$ 200 milhões.
🐝 Newsletter configurada e enviada pela incrível plataforma beehiiv.
🎸 Ouça a playlist oficial da CopyLetter no Spotify.

O Patrocinador Gringo desta Edição:

Graças ao beehiiv, temos a honra de contar com este patrocinador gringo que ajuda a manter a CopyLetter gratuita para você.

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