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Gravação da aula de CopyBoarding do treinamento Copy Camp da Empiricus.
Mestre Renato Torelli, Fernando, Alê e eu mesmo.
Leia a CopyLetter #124 ouvindo:
The Rolling Stones — "Paint It, Black"
Uma carta de vendas com 95 páginas…
…e, em algum ponto no meio dela, o leitor perde o interesse e abandona a leitura.
Ou seja, naquele instante, você perdeu uma venda.
Esse era o sinal de alerta do Joe Schriefer, o cara que comandava o copywriting da Agora Financial, a maior editora de newsletters financeiras dos Estados Unidos.
Segundo ele, carta que NÃO vende quase sempre tem um de dois problemas:
1 - A Big Idea está errada. E aí não tem o que fazer, pois nenhuma técnica salva uma ideia ruim.
2 - A estrutura está errada. A ideia é boa, mas o texto se perde no caminho.
Para o segundo problema, ele criou um método que hoje roda na Agora: o copy-boarding.

“O Sistema Secreto de Copyboarding”):
cinco passos ridiculamente simples pra escrever uma carta de vendas de mais de US$ 1 milhão… mesmo que você nunca tenha escrito copy na vida.
O storyboard do copy
Nenhum diretor de cinema sai filmando e deixa pra descobrir a história na edição.
Antes de gravar, ele desenha o filme inteiro em quadrinhos (o tal do storyboard).
O copyboarding é isso aplicado à carta de vendas: você desenha a carta antes de escrever.
(E, segundo o próprio Joe, a esposa dele achou que o nome vinha de waterboarding, a tortura… como se fosse um jeito de afogar o redator até a copy sair. Não é, mas às vezes parece.)
E o jeito de desenhar parte de uma ideia que, pra mim, muda a forma de olhar qualquer texto que vende:
❝ Uma carta de vendas, pra mim, não passa de uma série de mini-vendas.
Cada trecho da carta tem um trabalho só: derrubar UMA objeção e empurrar o leitor para o trecho seguinte.
Os 5 passos ridiculamente simples do Copyboarding para escrever cartas de vendas milionárias

1 - Forme o pitch.
Conte a sua ideia em menos de 2 minutos, com emoção, curiosidade e oportunidade. Conte pra pelo menos 6 pessoas e repare onde elas se inclinam pra frente.
2 - Faça a auditoria das objeções.
Junte de 3 a 6 pessoas e peça pra cada uma escrever, num post-it, tudo o que faria ela NÃO comprar. Uma objeção por post-it, sem ordem nenhuma.
Algumas aparecem em qualquer oferta: "por que você está me contando isso?", "quem é você?", "quanto custa?".
3 - Cole as objeções na parede, na ordem em que o leitor sente cada uma.

De cima pra baixo.
Preço quase nunca vai no topo…
E, se o leitor ainda não te conhece, o "quem é você?" aparece logo na abertura da lead da carta de vendas.
4 - Transforme cada objeção num subtítulo que vende.
Do lado de cada post-it, cole outro com um subtítulo que derruba aquela objeção, escrito como uma mini-headline.

Aqui vem o teste:
Lendo só o pitch e os subtítulos, de cima a baixo, a carta inteira tem que fazer sentido.
Se tiver um buraco, você reorganiza os post-its… e não 30 páginas de texto.
5 - Só agora, escreva.
Entre um subtítulo e outro, o miolo segue sempre a mesma fórmula:
uma afirmação que derruba a objeção…
três provas do que você está falando…
e o benefício para o leitor.
E o pitch dos 2 minutos?
Ele pode virar a sua headline e a sua lead (abertura) do copy.
Um exemplo do próprio Joe
No livro, ele mostra o método em uma oferta voltada a cidadãos AMERICANOS que poderiam receber da Previdência do Canadá…

Americanos já podem, legalmente, pegar carona na Previdência do Canadá e
ganhar de US$ 400 a US$ 4.700 extras por mês.
A primeira objeção que surge é óbvia: "nunca ouvi falar disso".
A de confiança também: "quem é você pra me dizer isso?"…
E assim, nasce um subtítulo que apresenta o autor e suas credenciais logo no começo, porque o leitor ainda não o conhece.
Cada post-it da esquerda ganha o seu par na direita. No fim, a parede É a carta de vendas, só que sem o texto. rsrs
É divertido. E funciona (te garanto!)
Funciona.
Um e-mail de venda, uma página de captura, até uma edição de newsletter: tudo tem um leitor com objeções na cabeça, seguindo uma ordem de dúvidas.
Você não precisa chamar 6 pessoas e colar tudo numa parede.
Basta uma folha, alguns minutos e a pergunta certa:
"O que faria o meu leitor parar de ler aqui?"
Escreva as respostas…
Põe na ordem…
Transforme cada uma num subtítulo…
…e só depois começa a escrever seu copy.
E tem um bônus que o Joe recomenda:
Com a carta pronta, leia em voz alta pro mesmo grupo e pergunte, página por página, quem teria parado de ler ali.
Onde duas ou mais pessoas pararam, você conserta. O resto fica como está.
Me responde este e-mail e me conta: qual é a objeção que MAIS aparece quando alguém não compra de você?
That's it.
Até amanhã.
Peace ✌️
– Lucão
💡Por dentro da caverna
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