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Os Meus "Quatro Pilares" Para Tomar Melhores Decisões na Vida e nos Negócios
📩 CopyLetter – Edição #075
Maison de Victor Hugo - Paris 🇫🇷
Leia a CopyLetter #075 ouvindo:
The Verve - “Lucky Man”
"Too much ego will kill your talent."
Eu sempre lembro dessa frase acima…
Porque é exatamente o que eu vejo acontecer com uma boa “galerinha” que começa a obter resultados rápidos. Só que o ego cega.
E quando você está cego… não importa a velocidade com que você está construindo sua vida e o seu negócio…
Quando o ego toma o controle, você já NÃO consegue enxergar o que antes era claro e agora está nebuloso.
Neste fim de semana eu rodei mais de 12 horas de estrada…
Ida e volta entre cidades… aquele tipo de viagem em que você não planeja pensar em nada… mas a estrada te obriga.
Sempre que estou dirigindo, os pensamentos param de correr em círculo… e começam a se organizar sozinhos.
Eu fiquei revisitando a minha própria história. As decisões que tomei. As pessoas que cruzaram o caminho. Os acertos. Os erros.
E fui cruzando isso com a história de gente que eu admiro… gente próxima, gente com quem eu convivo… tentando achar o fio que conecta tudo.
Cheguei a quatro princípios.
Só quatro.
É óbvio que se eu cavasse mais fundo, acharia outros.
(Mas depois de 12 horas de estrada, você NÃO pode me cobrar um tratado filosófico, né?!) rs.
Esses quatro, pra mim, são os que sustentam o modo como tomo decisões na minha vida pessoal e profissional.
E tenho certeza de que o quarto pilar vai “irritar” muita gente! rs
Continue lendo!
1. Humildade

Existe uma diferença enorme entre ser humilde e ter humildade intelectual.
Ser humilde é uma postura social.
Humildade intelectual é outra coisa.
É aceitar — de verdade — que você pode estar errado sobre qualquer coisa em que acredita hoje. (Qualquer coisa).
O modelo de negócio que você jurou que era perfeito…
A opinião que você defende há 10 anos…
A certeza de que "seu mercado funciona assim".
Em algumas fases da minha carreira, achava que sabia mais do que de fato sabia.
É natural.
Quando você tem resultado cedo, quando as campanhas vendem, quando os números sobem… o cérebro começa a contar uma história perigosa:
"Eu sei o que estou fazendo."
E no momento em que essa frase se cristaliza, você para de prestar atenção. Para de ouvir. Para de aprender.
O que me salvou disso — e continua me salvando — é ter uma curiosidade genuína.
Não a curiosidade de quem quer parecer inteligente numa roda de conversa. Mas a de quem realmente quer entender como as coisas funcionam.
E isso exige uma coisa desconfortável:
Aceitar que a pessoa do seu lado pode saber algo que você não sabe. Independentemente do “currículo”.
Eu já aprendi coisas que mudaram projetos inteiros conversando com gente que nunca apareceu em um palco. Gente que estava ali, em silêncio, fazendo um trabalho absurdamente bom.
(By the way… sempre tive uma admiração maior por quem é dos bastidores)
Tem uma ideia do Charlie Munger que eu gosto muito, que vem da filosofia de investimentos:
Você só deveria ter uma opinião forte sobre algo se consegue argumentar contra a sua própria posição — melhor do que quem discorda de você.
Veja bem… Não é concordar com o outro lado.
É entender tão bem o outro lado que você poderia defendê-lo.
Quando você se força a pensar contra si mesmo, as certezas se tornam frágeis. E as decisões ficam melhores.
Humildade intelectual não é fraqueza.
O mercado muda. As ferramentas mudam. As regras mudam.
E quem está preso às próprias certezas é sempre o último a perceber.
A curiosidade te mantém no jogo.
Enquanto a arrogância e o ego te tiram do jogo.
2. Ambiente

Esse é o pilar que mais subestimam.
As pessoas gastam uma energia absurda tentando melhorar processos, otimizar rotinas, encontrar a ferramenta perfeita…
…e ignoram completamente o ambiente onde estão inseridas.
O ambiente define a qualidade das suas conversas. O nível de exigência que você considera normal. A velocidade com que você executa.
E, talvez o mais importante, ele define o que você acha possível.
Quando você está cercado de gente que opera num nível acima do seu, uma coisa estranha acontece:
O seu "bom" vira mediano.
Aquilo que parecia um resultado excelente passa a ser o ponto de partida.
Não foi porque alguém te cobrou, mas sim porque o seu referencial mudou.
É como tocar numa banda onde todo mundo é melhor que você.
No começo dói ser ruim…
Você se sente lento, atrasado, deslocado.
Mas se você aguentar esse fardo por tempo suficiente… sua mão muda… Seu ouvido muda… Até o seu timing muda.
Sabe por quê?
Porque o ambiente te forçou a subir de nível.
O inverso também é verdadeiro.
Ambientes medíocres são confortáveis. Quando você é o melhor da sala, ninguém questiona suas decisões… todo mundo concorda com você.
Parece ótimo, mas é uma armadilha.
O conforto vai corroendo a exigência num ritmo tão lento que você nem percebe. E quando percebe… já perdeu anos.
Eu me enfiei, desde cedo, em ambientes onde era claramente o mais limitado da sala.
E a maior lição que tirei disso não foi nenhuma técnica.
Foi observar como as pessoas com resultado operam.
Elas não tentam criar a versão perfeita de nada… Não ficam polindo detalhes por semanas antes de mostrar pro mundo… Não alimentam o ego de "só lançar quando estiver impecável"…
Elas simplesmente fazem.
Testam. Ajustam. Testam de novo.
E o mais curioso: elas parecem estar curtindo o processo.
Não estão obcecadas pelo resultado final, pela métrica…
Elas estão presentes no que fazem…
E é justamente essa presença que acelera todo o processo.
Quando você troca de ambiente e começa a conviver com gente assim… o seu ritmo muda sem você perceber.
Você para de pedir permissão pra executar.
Para de esperar a hora certa.
Para de tratar cada projeto como se fosse a obra da sua vida.
Você só faz.
E descobre que fazer — imperfeito, rápido, sem cerimônia — te leva mais longe do que qualquer planejamento perfeito que nunca saiu do papel.
(Inclusive, já falei sobre isso em A Síndrome do Perfeccionismo Tóxico , citando o método do livro “Ready, Fire, Aim” do Mark Ford)
Se neste exato momento você sente que está estagnado, o meu conselho é:
Olha ao redor…
Olha quem tá do seu lado.
Pode ser que o problema não seja o que você faz, mas sim onde e com quem você faz.
BTW — é por isso que, no nosso mastermind, a conversa nunca começa pelo ROI.
Começa pelo ROL: Return on Lifestyle.
Olhamos para quem você está se tornando;
Que estilo de vida o seu negócio está te dando — ou te tirando!
De que forma o que você constrói impacta a vida das pessoas ao redor
Lucro é consequência. Não é ponto de partida.
Enquanto todo mundo tá obcecado com dashboard e faturamento, a gente prefere fazer uma pergunta diferente:
O seu negócio está te levando pra vida que você quer viver?
Se isso faz sentido pra você… [o convite está aqui].
3. Gratidão

Calma…
Eu sei o que você tá pensando:
"Lá vem o papo de gratidão… jovem roots… incenso… namastê em volta da fogueira…"
Não é isso!
A gratidão que eu falo é mais simples e mais rara do que parece.
É lembrar de quem te ajudou no caminho (e não esquecer!)
Eu acredito em relacionamentos de longo prazo. Não como estratégia, mas sim como princípio.
Confiança leva anos pra construir.
Mas quando ela existe de verdade entre duas pessoas, tudo fica mais leve.
As negociações ficam mais simples. Os projetos andam mais rápido. Os problemas se resolvem com uma ligação, não com um contrato.
E sabe o que está na base de toda confiança de longo prazo?
Memória.
Lembrar quem apareceu quando você precisava
Quem te indicou sem te cobrar nada
Quem te deu um toque que te economizou meses de erro
E retribuir.
Não por obrigação, mas porque é assim que as relações duradouras funcionam.
Quando eu avalio um potencial negócio hoje, a primeira coisa que olho não é o potencial de lucro.
É quem vai estar no projeto.
Se as pessoas são boas — honestas, competentes, generosas — o dinheiro vem. Pode demorar, mas vem.
Se as pessoas não são… não tem faturamento que compense o desgaste.
Eu já disse não a projetos com potencial financeiro enorme porque as pessoas envolvidas NÃO eram gente com quem eu gostaria de dividir uma mesa de bar.
(E nunca me arrependi!)
Minhas melhores parcerias são de longo prazo.
Minhas melhores amizades também.
E tenho certeza de que não é por acaso.
Porque eu nunca esqueci quem estendeu a mão quando eu precisava — mesmo sem eu ter pedido. E fiz questão de estar ali quando foi a vez deles.
No fundo é simples:
Não seja ingrato. (não seja um cuzão)
As pessoas lembram de quem esquece.
E lembram mais ainda de quem não esquece.
Esse “Compounding” (juros compostos) funciona tanto para o dinheiro quanto para o conhecimento e para… a lealdade.
Talvez, por lealdade, mais do que por qualquer outra coisa.
4. Sorte

Esse é o pilar que mais incomoda as pessoas.
Porque ninguém quer ouvir que sorte importa. A narrativa que a gente aprende desde cedo é outra: trabalhe duro, se dedique, mereça. Meritocracia.
E olha… trabalho duro importa, sim. Dedicação importa. Mas quem acha que isso é tudo está ignorando uma variável enorme.
A deusa Fortuna.
“Sem sorte a gente não atravessa a rua.”
Onde você nasceu…
Em que época…
Quem são seus pais…
Em que país você nasceu/cresceu…
O acesso a que tipo de educação, de saúde, de informação…
Enfim… Tudo isso veio antes de qualquer esforço seu.
Antes do seu primeiro dia de trabalho, antes da sua primeira venda, antes do seu primeiro real no banco…
Uma série absurda de variáveis que você NÃO controlou já tinham definido boa parte do terreno onde você ia jogar.
Eu penso nisso com frequência.
Quando olho pra trás e vejo os resultados que tive, seria muito fácil — e muito confortável — montar uma narrativa limpa. "Eu estudei, eu me dediquei, eu mereci."
E tem verdade nisso. Claro que tem.
Mas tem uma parte enorme da história que não cabe nessa narrativa, como:
Os encontros que aconteceram na hora certa…
As portas que se abriram por acaso…
As conversas que eu quase não tive, mas tive, e que mudaram todos os passos adiante…
Isso não foi mérito. Foi sorte.
E fingir que não foi é, no mínimo, desonesto.
Tem um conceito do Naval Ravikant que eu acho genial: a ideia de que existem quatro tipos de sorte.
1 - A primeira é a sorte cega.
Puro acaso.
Você não fez nada pra merecer — simplesmente aconteceu.
2 - A segunda vem da ação.
Você se movimenta tanto, testa tanto, aparece em tantos lugares… que eventualmente alguma coisa boa cruza o seu caminho.
3 - A terceira vem do conhecimento.
Você estuda tanto uma área que começa a enxergar oportunidades que outras pessoas nem percebem que existem.
4 - E a quarta — a mais rara — vem de quem você é.
Você constrói uma reputação, um caráter, uma forma de operar tão específica… que a sorte dos outros vira a sua sorte.
As pessoas te procuram porque sabem quem você é.
Dos quatro tipos de sorte, apenas o primeiro está totalmente fora do seu controle.
Os outros três você influencia.
Mas o primeiro — a sorte cega, a Fortuna pura — precisa ser reconhecido. Precisa ser honrado.
Porque é muito fácil subir no palco, bater no peito e falar de mérito quando tudo deu certo. O difícil é ter a honestidade para admitir que poderia não ter dado.
Então antes de qualquer coisa…
…antes de falar em estratégia, em resultado, em crescimento…
Agradeça.
Agradeça por estar aqui. Por ter acesso a isso. Por conseguir ler essas palavras agora.
Porque muita gente tão inteligente quanto você, tão dedicada quanto você, tão ambiciosa quanto você…
…não teve a mesma sorte.
E reconhecer isso não te diminui…
Muito pelo contrário, te torna mais lúcido.
Mantra
Humildade. Ambiente. Gratidão. Sorte.
Esses são os meus quatro pilares.
That's it.
Se você chegou até aqui num domingo à noite…
…talvez valha a pena usar os minutos antes de dormir pra revisitar esses quatro.
1 – Onde é que a sua curiosidade está hoje?
Mais viva ou mais adormecida do que há dois anos?
2 – As pessoas ao seu redor te desafiam… ou te confirmam?
(O seu ambiente te eleva ou te joga pra baixo?)
3 – Você lembra com facilidade de quem te ajudou a chegar até aqui?
(Seja grato, fella!)
4 - E a Fortuna… você reconhece o papel que ela teve?
(Ainda acredita que é só “meritocracia”?)
Não precisa responder agora… Nem pra mim, nem pra ninguém.
Essas são perguntas de travesseiro. Daquelas que ficam girando enquanto o sono não vem… e que às vezes, do nada, te entregam uma resposta que você não estava procurando.
Amanhã é segunda. A semana começa.
E talvez a única coisa que mereça a sua atenção essa semana não seja o que está na superfície…
…Talvez seja o fundamento.
Boa semana.
Até a próxima edição, my friend. ✌️
Lucão
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✍️ Escrita por mim, Lucão
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