
Eu gosto do meu trabalho, mas prefiro ir pra praia.
Dia de surf na Praia do Matadeiro - Floripa 🏝️
Leia a CopyLetter #078 ouvindo:
Dexter and The Moonrocks - “Freakin’Out”
Você abre o ChatGPT, Claude ou sua LLM preferida…
O cursor pisca…
Então você digita rapidamente: "escreva um texto sobre X para postar no LinkedIn."
Em quinze segundos vem o texto…
Bem escrito… Estruturado… Limpo…
… E vazio.
Sem alma!
Você lê duas vezes e procura algo que ressoe com seu sentimento… Mas não acha.
O texto está perfeito, mas você não sente que ele é seu.
É de uma personalidade qualquer, costurada a partir de bilhões de palavras de outras pessoas.
Na última mentoria de quinta…
Eu estava ali ouvindo a Fantine — ela mora fora do Brasil, dá aulas de yoga, tem um app e estava montando uma sequência de onboarding para a newsletter dela.
Detalhe: em português e em inglês.
O que resultou em Quatro fucking versões para cada news.
E adivinha só… Nenhuma a deixava satisfeita.
Até que ela inverteu a pergunta.
E o Henrique Carvalho, que estava ali mentorando, disse uma frase que ficou ecoando em mim a semana inteira:
"Isso é o ouro do ouro do ouro."
Vou te contar o que ela fez e porque esse movimento simples pode mudar como você vai usar IA daqui pra frente…
Seja para escrever, vender, criar página, programar, qualquer coisa.
Não troque os ingredientes
O vocabulário é a alma da escrita."
A Fantine usou uma metáfora linda na mentoria.
Você quer fazer um ravioli de quatro queijos. Uma bomba calórica, dessas que reconfortam num domingo de chuva. Pede a receita pra IA.
A IA entrega de forma detalhada. Tecnicamente impecável.
Mas vem com cheiro-verde onde você teria posto manjericão. Vem com pimenta-do-reino onde você teria arriscado uma pimenta vermelha. Vem com mussarela genérica onde você teria caçado uma búfala defumada.
A receita funciona. O ravioli sai. Você come.
Mas falta alguma coisa…
Falta você na comida.
Foi aqui que ela cravou a frase do dia:
"O vocabulário que a gente escolhe são os ingredientes da nossa receita."
Quando a IA escreve por você, ela substitui seus ingredientes pelos dela. O sabor muda. O cheiro da cozinha muda. O ritual de preparar muda.
A musicalidade do texto fica em outro tom — e não é no seu.
Isso explica algo que muita gente sente, mas poucos sabem nomear: por que tanto conteúdo de IA dá um cansaço estranho?
Não é o assunto. É o sotaque do robô.
A questão não é se a IA escreve bem. Escreve… Mas a questão é que ela nunca vai escrever como você.
E é a sua voz que paga as contas.
"É melhor saber algumas perguntas do que todas as respostas." — James Thurber
A virada da Fantine foi um movimento simples… Quase besta…
Ela parou de pedir pra IA escrever. E pediu pra IA entrevistar ela.
"Seja jornalista. Me faça uma lista de perguntas que eu preciso responder pra elaborar o texto."
A IA cuspiu vinte perguntas.
A Fantine respondeu uma por uma.
Com as próprias palavras. No próprio ritmo.
Sem pressa de fazer caber em parágrafo bonito.
Mais cru.
Mais ela.
Depois, devolveu o texto pra IA e disse: "Agora peneira, refina, deixa redondo — mas não mexa no vocabulário, não mexa no tom."
Aí saiu o texto.
Mais demorado? Foi. Mas o texto veio do coração dela. Da intuição. Da maneira como ela arrisca, inova, escolhe palavras. Veio da alma — exatamente como ela descreveu.
Não serei aqui o “purista” dizendo: não use IA.
Até porque eu uso e muito para melhorar ideias, produtos e copy.
Mas eu sou o comandante… A IA é o meu “empregado de luxo”(Caso haja uma revolução das máquinas, me perdoe, robôs!).
Pensa assim:
Modo padrão: "escreve um texto sobre X" → IA inventa do nada → você edita → texto fica metade IA, metade você → ninguém ganha
Modo entrevista: IA pergunta → você responde → IA refina sem trocar ingredientes → texto é 100% seu, só mais limpo
Na primeira rota, você está editando outra pessoa.
Na segunda, você está editando a si mesmo com ajuda.
Só uma das duas tem chance de soar mais como você.
E tem um bônus que ninguém te conta: você sai do processo mais inteligente. Mais consciente do que pensa. Porque pra responder vinte perguntas direito, você precisa pensar. Pensar de verdade. Não copia-cola de você mesmo.
A entrevista te força a escavar.
Afie o machado
"Se eu tivesse seis horas pra cortar uma árvore, gastaria quatro afiando o machado."
Existe uma skill que faz exatamente isso e em escala.
Chama-se Grill Me. Foi criada pelo Matt Pocock — engenheiro inglês conhecido na comunidade de TypeScript, com uma newsletter de uns sessenta mil assinantes só de desenvolvedores. Ele descreve a skill numa linha só:
"Get relentlessly interviewed about a plan or design until every branch of the decision tree is resolved."
A skill foi feita pra programação, para evitar o pior erro do desenvolvimento de software: começar a codar antes de entender o que se está construindo.
Mas como o HC cravou na mentoria, o mesmo princípio se aplica a qualquer projeto que envolva IA.
Criação de página? Grill me.
Sequência de e-mails de vendas? Grill me.
Estratégia de marketing? Grill me.
Texto de newsletter? Grill me.
Ideia de um novo negócio? Grill me.
A IA te faz 20 perguntas antes de começar. Você responde. Ela grava num arquivo .md — Um pequeno documento que vira a memória persistente daquele projeto. Toda vez que você volta, a IA já sabe seu vocabulário, seu contexto, suas regras.
Você pode passar dias batendo o machado cego na árvore… Ou pode passar quatro horas afiando — e derrubar a árvore em dez minutos.
A entrevista é o machado afiado.
Link da skill: github.com/mattpocock/skills
O ouro no mar saturado
A mentoria de quinta começou com o HC cravando uma frase desconfortável: está cada vez mais difícil atrair e reter atenção.
Ainda é maio, mas o mercado está cansado. A caixa de entrada das pessoas está lotada.
As pessoas estão com o radar afiado pra detectar venda. E pior — um radar afiado pra detectar conteúdo de IA.
A Fantine pegou esse ponto depois e amarrou tudo num parágrafo que vale guardar:
"O que vai trazer a magia pro campo é esse contato humano. Os sabores únicos do nosso tom de voz. As pessoas conseguirem realmente sentir a nossa presença. Lógico que a IA vai ficando cada vez mais inteligente — só que o que a gente tem de único vale tanto a pena dedicar mais tempo pra acessar."
Pensa em quem vai ganhar o jogo daqui a dois anos.
Não é quem escreve mais rápido, pois a IA já escreve mais rápido que todo mundo.
E também não será quem domina mais ferramentas.
Quem vai ganhar é quem souber se entrevistar melhor.
Quem souber extrair de dentro de si o sabor que ninguém mais tem.
A escassez do futuro próximo não é a inteligência. É a autenticidade.
E a autenticidade vem de um lugar muito específico: das suas escolhas únicas de palavras. Dos seus exemplos esquisitos. Das suas analogias improváveis. Da maneira torta que você termina uma frase porque assim soa melhor pra você.
A IA não tem isso. Nunca vai ter. Mas pode te ajudar a achar — caso você inverta a pergunta.
Quem pergunta extrai
Você abriu este texto e leu até aqui. Provavelmente em casa, num domingo, com um café/cerveja/vinho na mão.
O texto que você acabou de ler foi escrito assim…
Eu pedi pra IA me grelhar com perguntas sobre o que aconteceu na mentoria.
Respondi cada uma — com minhas palavras, no meu ritmo, com as minhas escolhas estranhas de pontuação. Depois, pedi pra ela peneirar, mantendo tudo isso intacto.
O que você leu é meu. Mais limpo do que eu teria escrito sozinho num domingo de manhã. Mas meu.
Esse é o “segredo”.
Você não precisa parar de usar IA.
Basta mudar a pergunta que você faz pra ela.
Pare de perguntar: "o que devo escrever?"
Comece a perguntar: "o que você precisa saber sobre mim antes de eu escrever?"
A IA é uma jornalista que estará disponível 24 horas por dia para te ajudar.
Mas só funciona se você lembrar de uma coisa simples:
O ouro NÃO está nas respostas dela… Está nas suas!
Um abraço e ótima semana,
Peace ✌️
– Lucão
P.S.: Clique aqui para acessar a skill do Matt Pocock! Se for testar, comece por um projeto que você já tentou fazer com IA e ficou meia-boca. A diferença aparece logo no primeiro round de perguntas.
💡Por dentro da Caverna
📖 O que estou lendo: 7 Melhores Monólogos do Cinema - Alquimia da Mente
🎧 O que estou ouvindo: Silversun Pickups - “Tenterhooks”
📺 O que estou assistindo: Ricardo Franzen - VIAJAR NÃO É SOBRE LUGARES - EUROTRIP 2026
🤝 Novo Workshop Viver de News (23/05)
No próximo sábado (23/05), eu e o HC vamos abrir o Zoom por 4 horas direto para o:
Lá no Zoom, a gente vai montar AO VIVO o Plano Mestre de 6 etapas que faz uma newsletter sair do zero e chegar a R$ 6.000/mês (ou mais).
Vamos te mostrar a metodologia que a gente usa todo dia na News Makers — e que tá fazendo alunos realizarem a primeira venda em menos de 30 dias.
O combo que você recebe:
Posicionamento (Método PHD).
Criação técnica da news.
Raio-X do público + sequência de 7 e-mails automáticos.
Sistema de conteúdo infinito (1 e-mail vira 7 peças).
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E a Flecha de Ouro — sequência de 3 e-mails que já gerou R$ 127.000 em vendas.
Quando: 23/05 (sábado)
Horário: das 9h às 13h.
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📩 Sobre a CopyLetter
✍️ Escrita por mim, Lucão
🤯 Bastidores reais de um copywriter que escreveu campanhas que ultrapassaram a marca de R$ 200 milhões.
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