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Trocando ideia com o mestre André Fogaça no último Master Heroes em Floripa
Leia a CopyLetter #120 ouvindo:
Creedence Clearwater Revival — "Fortunate Son"
Vender barato é coisa de… rico!
Eu sei, parece invertido…
A gente cresce ouvindo que barato é o produto de quem está começando, que é o jeito "seguro" de testar, que ninguém vai pagar caro pra quem ainda não tem nome.
Aí a pessoa sai da empresa onde trabalhou a vida inteira, decide empreender no digital e o roteiro é sempre o mesmo:
Um e-book de R$ 47, um minicurso de R$ 97, uma assinatura de R$ 17 por mês…
E é exatamente aí que muita gente quebra antes de começar.
Na edição de hoje, eu vou te mostrar por que o preço baixo é o fim do jogo… e não o começo.
Por que vender barato é coisa de rico?
Olha quem consegue viver de produto barato:
A empresa grande, com uma base enorme de leads e clientes…
Os influenciadores com centenas de milhares de seguidores que vende até no orgânico, sem colocar um real em anúncios.
Eles não ganham muito em cada venda, pois a margem é apertada mesmo… mas eles têm ESCALA.
E tem mais: o produto barato deles é só a porta de entrada.
Depois, vem a esteira, o próximo produto, o upsell, a recorrência… e é ali que o lucro de verdade aparece.
Agora compara com quem está começando:
Sem caixa pra bancar tráfego pago, time e estrutura…
Sem base de leads nem de clientes…
Sem experiência em gerir um negócio (trabalhar numa empresa é uma coisa, tocar uma é outra)…
E aí essa pessoa escolhe justamente o modelo que só funciona com tudo aquilo que ela NÃO tem.
É entrar numa briga com uma foice na mão, enquanto os concorrentes estão com drone, tanque de guerra e míssil… e ainda conhecem o território como ninguém.
É loucura tentar fazer isso! Insanidade.
A conta de padaria que a maioria ignora
Bora fazer uma conta de padaria?
Veja só…
Você conversa com 10 pessoas e fecha 3 vendas de R$ 10 mil (uma consultoria, uma mentoria, um serviço)…
Ou seja, R$ 30 mil no SEU bolso.
Agora tenta chegar nos mesmos R$ 30 mil com um e-book de R$ 50:
São 600 vendas.
E pra fazer 600 vendas, você precisa colocar a oferta na frente de MUITA gente.
Com uma conversão de 1%…
…são 60 mil pessoas passando pela sua página… e quase todas chegam por anúncio, que você paga antes mesmo de saber se vai vender (ou não).
10 conversas de um lado, 60 mil visitas do outro… para chegar no mesmo valor em dinheiro (R$ 30 mil).

Vender barato, pra quem está começando, é escolher o caminho mais caro.
Comece cobrando “caro”
Quando eu digo "caro", eu não estou falando de cobrar fortunas por qualquer coisa… estou falando de vender algo BOM e que paga a sua operação com poucas vendas.
E aqui está a vantagem que o pequeno tem e o grande não tem: PROXIMIDADE com o cliente.
A empresa grande não consegue sentar e conversar com calma com cada cliente.
Mas VOCÊ consegue.
Numa consultoria, numa mentoria ou num serviço de ticket mais alto, você personaliza a entrega, escuta a dor de perto, entende o desejo que o cliente nem sabe colocar em palavras…
E isso vale ouro mais pra frente.
Porque, quando você tiver caixa e experiência, esse conhecimento vira um produto menor, de ticket baixo, que aí sim vai pra escala…
E tudo isso desenhado com base no que você ouviu de gente de verdade, e não no que você achou que o mercado queria.
A ordem é essa:
testa > valida > escala

Quem pula direto pro último passo está apostando no escuro.
Margem folgada perdoa erro
Você vai errar. Todo mundo erra ao empreender.
A pergunta é: “o seu negócio aguenta o erro?”
Com margem apertada e concorrência acirrada, basta um anúncio que não converte, um lançamento que flopa, um mês fraco… e você está fora do jogo.
Agora, com margens de 50%, 60%, 70%, até 80% (super possível no digital, ainda mais com uma estrutura mínima viável, tipo você e mais uma pessoa)…
O erro dói, mas não mata.
A margem é o colchão que amortece a queda.
Caixa presente (o que mais quebra empresa boa)
Não adianta ter muita venda se o dinheiro só cai daqui a 60, 90, 120 dias.
Isso é super comum no B2B: você entrega, emite a nota e espera.
Enquanto isso, a operação continua rodando, o salário continua saindo, o boleto continua chegando.
E se no dia de receber vier um calote?
Você queimou caixa pra manter a empresa de pé, contando com dinheiro que nunca entrou. Isso derruba qualquer negócio, por melhor que seja.
Por isso, uma regra que eu levo a sério: ter caixa pra bancar pelo menos 3 meses da operação.
Se a sua estrutura enxuta custa R$ 20 mil por mês, o ideal é ter R$ 60 mil guardados.
Esse dinheiro trabalha pra você nos dois sentidos:
Na defesa: pediram reembolso? Veio uma despesa que ninguém previa? Você paga com o caixa da empresa, sem tirar da sua pessoa física pra tapar buraco.
No ataque: o custo por lead caiu, você acertou um anúncio, achou um funil que está convertendo… daí você tem dinheiro pra colocar gasolina nele na hora, antes que essa janela de oportunidade feche.
À medida que a empresa cresce, esse número cresce junto. Mas a regra não muda tanto.
As 3 coisas que eu deixo pra você hoje
Se você está começando (ou recomeçando) no digital:
1 - Venda caro. Poucas vendas que cobrem a operação, em vez de milhares de vendas que você ainda não consegue gerar.
2 - Tenha margem folgada. Ela é o que separa um erro de uma falência.
3 - Tenha caixa presente. Dinheiro que entra agora e fica reservado por pelo menos 3 meses.
O barato vem depois… quando você já tiver base, caixa e experiência pra escalá-lo.

Me responda este e-mail e me conte:
O que você vende hoje… e por quanto?
Eu leio todas as respostas.
That's it.
Até a próxima edição.
Peace ✌️
– Lucão
P.S.: Preço baixo é privilégio de quem já tem escala… pra quem ainda não tem, é só o jeito mais rápido de quebrar sem nem entrar direito no jogo.
Estou vendendo um MacBook Pro (único dono)

Estou vendendo um dos meus Macbooks…
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💡Por dentro da caverna
📖 (Re)lendo: Ideias que Colam - Chip Heath e Dan Heath
📺 Assistindo: TOUR VLOG • EKT NA EUROPA parte I
🎧 Ouvindo: The Beatles - Something
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✍️ Escrita por mim, Lucão
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Using Roku Ads Manager, the campaign moved from a pilot to a permanent performance engine for the brand.


