Leia a CopyLetter #111 ouvindo:
Tom Petty — "Runnin' Down a Dream"
Você não vai à falência comprando coisas caras…
…vai à falência fazendo investimentos ruins.
O Paul Graham — cofundador do Y Combinator, um dos ensaístas mais influentes do mundo dos negócios — escreveu um texto curto, intitulado "How to Lose Time and Money", que explica o mecanismo por trás disso.
A lógica é simples: gastar com luxo aciona seus alarmes internos… você sabe que tá torrando dinheiro, sente o peso, freia naturalmente…
…mas investir? Investir não aciona alarme nenhum.
Você não está "gastando”… está "alocando", "diversificando", "construindo patrimônio"… e quando percebe, o dinheiro sumiu.
Agora vem o ponto que importa: com o TEMPO, funciona exatamente igual.
A maneira mais perigosa de perder tempo não é se divertindo… é fazer um trabalho “fake”.
Quando você gasta tempo se divertindo, os alarmes internos da sua mente disparam rápido…
Se você passasse o dia inteiro no sofá assistindo a uma série, sentiria que algo estava muito errado.
Mas quando passa o dia respondendo e-mails, organizando planilhas, participando de reuniões que poderiam ser uma mensagem no Slack… nenhum alarme interno dispara.
Por quê?
Porque PARECE trabalho… Pois você está sentado na cadeira, não está se divertindo, então "deve ser produtivo."
No final do dia, se você se questionar sobre o que fez de útil, a resposta é: basicamente nada.
Mas, ao mesmo tempo, você não vai sentir a mesma culpa que sentiria se tivesse passado o dia no sofá — porque a ocupação veio disfarçada de trabalho.
Lembra das "low-payoff activities" do Bencivenga na edição #108?
É exatamente isso: 80% do seu tempo gasto em atividades que geram 20% do resultado… e o pior é que você não percebe, porque não parece desperdício de tempo.
E tem mais…
As coisas que mais roubam seu tempo não são gostosas, não são prazeirosas. Muito pelo contrário — são chatas, tediosas e parecem "responsáveis”.
Enviar e-mail não é divertido
Fazer reunião não é divertido
Reorganizar o Notion pela quinta vez, ajustar automação que já funciona
“Pesquisar concorrentes" (rolar o Instagram dos outros)
Nada disso dá prazer. Mas como é chato, a gente não desconfia. Acredita que é trabalho.
A maioria das pessoas confundem estar ocupado com estar trabalhando, de fato
O nosso cérebro foi moldado pra desconfiar de PRAZER. O prazer sempre foi sinal de perigo, de excesso.
Por isso, os alarmes contra a autoindulgência são fortes… mas o mundo ficou mais complexo e as armadilhas mais perigosas de hoje BURLAM esses alarmes, fingindo ser virtude.
O seu inimigo não é a preguiça.
O seu inimigo é a ocupação que se disfarça de produtividade.
Se, no final do dia, você se sente cansado, mas não consegue apontar UMA coisa concreta que produziu… não foi trabalho. Foi teatro. Você só esteve ocupado.
That's it.
Até amanhã.
Peace ✌️
– Lucão
💡Por dentro da caverna
📖 O que estou (re)lendo: Evaldo Albuquerque - The 16-Word Sales Letter
🎧 O que estou ouvindo: Iranian Jazz • Like Tears In Rain | 1 Hour Lofi Jazz Fusion
📺 O que estou assistindo: Larguei o Instagram, o cigarro moderno
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